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Barroco e o Rococó

O Barroco
No Renascimento, Florença e Veneza dominaram o mundo das artes. Depois, Roma tornou-se o grande centro artístico. Em Roma, vindo de Milão, um mestre, Caravaggio, exercitava o realismo de uma forma até mesmo cruel. Suas obras eram impressionantes, como “Tomé, o Incrédulo”, onde São Tomé literalmente colocava o dedo dentro de uma chaga de Jesus. Caravaggio descrevia os fatos como eram, feios ou bonitos. O drama, divino ou humano, estava presente no novo estilo que se iniciava, depois chamado Barroco.

Tomé, o Incrédulo  Caravaggio (65kb)

Caravaggio

Tomé , o Incrédulo

Segundo Leo Ballet, o Barroco foi uma expressão do absolutismo, que era a forma de poder predominante na Europa do final do século XVII e início do século XVIII. Richard Allewyn descreve o estilo como “Uma civilização da impaciência, que não pode esperar e nem suportar o vazio”. Allewyn se refere ao vácuo que acontecia após a ascensão do Renascimento, como momento máximo da arte dos humanos. O estilo Barroco parece ser uma pequena marola nas então calmas águas do mundo artístico, quando todas as dúvidas pareciam estar resolvidas. O Barroco pode ser caracterizado como um Classicismo Pós-Renascentista, onde se manifestam a perfeição das formas, o uso da perspectiva e a perfeita interação de cores e sombras. Estas características são exatamente as contribuições do Renascimento. Talvez o que melhor defina o novo estilo, seja a aplicação destas técnicas à temas um pouco mais mundanos.
Um nome deve ser considerado acima de todos: Diego Velásquez, pintor espanhol, um grande entre os outros grandes como Rembrandt, Caravaggio, Rubens e Vermeer. Como vimos, o barroco não foi um período criativo na arte, porque o novo não é identificado e as bases desse período já haviam sido determinadas na Renascença. O que houve foi um aperfeiçoamento. Mas se não houve o novo, houve Velásquez, que atingiu a perfeição da interação da obra com a vida. Nascido em Sevilha, em 1599, Velásquez teve uma vida sem grandes sobressaltos, onde o sucesso e a compreensão de seu trabalho foram a regra, coisas raras na trajetória de um grande artista. Velásquez sempre esteve de bem com a vida, talvez por isso, os seus retratados, nobres ou figuras comuns e mesmos os anões que viviam na corte como “bobos”, tinham sempre dignidade visível. A pintura dos anões, revelando uma alteração da forma usual humana, foi uma manifestação do naturalismo barroco.

O Anão Sebastião de Morra- Diego Velásquez (174kb)

Diego Velásquez

O Anão Sebastião de  Morra

 

As Meninas Diego Valásquez (123kb)

Diego Velásquez

As meninas


Um dos mais intrigantes quadros da história da arte é “As Meninas”. Mostra a infanta Margarida, com suas damas de companhia e uma anã da corte, sendo pintada pelo próprio Velásquez, que também aparece na tela. Ao fundo, um espelho reflete os soberanos que observam a cena e para quem o olhar de Velásquez se dirige. O pintor olhando para os monarcas também olha para o observador do quadro, que vê a cena como se fizesse parte dela. Em uma porta aberta no fundo, ponto mais luminoso do quadro, José Nieto, um membro da corte, contempla o momento. O jogo de ilusões que se faz mistura o quadro com a realidade de quem observa. A interação do universo real com o irreal nos interroga. Velásquez pinta quem, a infanta? Os reis que aparecem no espelho? Olha para nós que olhamos para ele? Ele soube manter uma janela para a vida. É como se nos olhasse de outra dimensão. Emoção em estado puro, Velásquez estará vivo eternamente, interagindo com cada um que olhe para o quadro.
Ter um destino igual ao de outros significa viver como um ser qualquer, é o que interessa à máquina do estado, para que o indivíduo se submeta ao poder. Velásquez viveu em um período, onde a liberdade de expressão estava comprometida pelo absolutismo e pela Inquisição e preferiu acomodar-se placidamente junto ao poder. Mesmo conformado, através de sua arte, pode mostrar a sua recusa em ser um indivíduo qualquer.
Se Velásquez retratava a corte, um outro pintor do período, Jan Vermeer pintava o cotidiano. Usa a luz de uma forma própria e característica. Uma cena que mostra a placidez de pessoas em um lar calmo, iluminadas com um facho de luz que entra por uma janela lateral, certamente é de um quadro de Vermeer, que é considerado um “Cult” nos tempos de hoje.
O centro da arte, que no Renascimento, se encontrava na Itália, com o Barroco se expandiu para Espanha e para o Norte da Europa. Nos Países Baixos, Rembrandt e Rubens exercitavam o legado do Renascimento. Rembrandt em sua série de retratos e auto-retratos contou sua história e a história do seu tempo. Rubens talvez seja quem melhor personifique o estilo barroco. Esteve em Roma onde conheceu Caravaggio, e quando voltou para o norte já trazia as características do novo estilo. Foi Rubens que influenciou Velásquez a ir para Roma, conhecer a “nova” arte.
O Barroco não foi um momento criador, mas os artistas deste período nada devem aos seus antecessores renascentistas, de quem assimilaram as lições com maestria.

auto retrato de Rembrandt (73kb) auto retrato de Rembrandt (13kb)
auto retrato de Rembrandt (52kb) auto retrato de Rembrandt (49kb)
auto retrato de Rembrandt (73kb) auto retrato de Rembrandt (79kb)
Os famosos auto-retratos de Rembrandt mostram a evolução do processo de envelhecimento.

 

O Rococó
Apareceu na França, seguindo o Barroco, como uma variação, onde o rebuscamento e a decoração eram a regra. Antoine Watteau foi o precursor do estilo, que dominou a Europa por certo período. O termo não foi usado de forma lisonjeira, situação que também ocorreu posteriormente com o Impressionismo e com outros estilos. A crítica com deboche não é incomum na história da arte, mas freqüentemente se mostra injusta, desmoralizando mais aos críticos do que aos artistas. Tiepolo, Chardin, Fragonard, Boucher e Canaletto com seus trabalhos, eliminaram qualquer possível idéia de desvalorização da arte deste período. Embora o criativo, ainda não estivesse fortemente presente, a evolução e a mudança continuavam a existir fazendo uma ponte para o futuro. Na França, na “Jovem a Ler” de Jean Honoré Fragonard já se observa uma técnica, de pinceladas mais grossas com um diferente uso da cor, que seguramente influenciaria os Impressionistas no século seguinte. O Rococó na Itália foi desenvolvido em Veneza, onde Giambatista Tiepolo criou imensos afrescos. Também em Veneza, Antonio Canale, o Canaletto, foi um grande paisagista, que soube detectar o encanto da mágica cidade dos canais. A perfeição da obra de Canaletto influenciou os períodos seguintes, o Neoclassicismo do francês Louis David e o Romantismo de John Constable.
Continuaremos nossa viagem por este mundo, contado, recontado, modificado e imaginado pelos sonhadores, que estiveram e continuarão sempre a estar, na frente de uma tela, com pincéis e químicas coloridas, sob o poderoso intento de instigar e maravilhar seus semelhantes.

A Embarcação para Cítera Watteau (98kb)

Watteau

A Embarcação para Cítera

 

Praça São Marcos Canaletto (124kb)

Canaletto

Praça São Marcos

 

A Leitora Fragonard (99kb)

Fragonard

A leitora

 

La Raccolta della Manna Tiepolo (151kb)

Tiepolo

La raccolta della manna


 

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